Embora tenha sido uma mudança muito radical de minha leitura, a Realidade Agora a Cores acabou por marcar esta fase inicial de aprendizagem pelo "ler". Com um estilo de critica fácil, mas que na altura não era tão exposta como acontece nos dias de hoje, acabei por me apaixonar pelas personagens e adorar o livro. Embora na linha de autores Portugueses Rui Zink transformou a minha ideia convencional de livro ou de literatura. Pensando que este era apenas o segundo livro, consegui rapidamente entender que um livro era um livro e cada um diferente do anterior. Acabou por me dizer muito e muito possivelmente o meu bom humor e sentido critico foi apadrinhado por este Sr... Livros da marca
Ficam aqui as sugestões dos livros que fui lendo na minha vida. Dos que gostei muito, dos que fui gostando até aos que adorei...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
#2 | 2 | 1999 | Aparição | Vergílio Ferreira
Embora tenha sido uma mudança muito radical de minha leitura, a Realidade Agora a Cores acabou por marcar esta fase inicial de aprendizagem pelo "ler". Com um estilo de critica fácil, mas que na altura não era tão exposta como acontece nos dias de hoje, acabei por me apaixonar pelas personagens e adorar o livro. Embora na linha de autores Portugueses Rui Zink transformou a minha ideia convencional de livro ou de literatura. Pensando que este era apenas o segundo livro, consegui rapidamente entender que um livro era um livro e cada um diferente do anterior. Acabou por me dizer muito e muito possivelmente o meu bom humor e sentido critico foi apadrinhado por este Sr... terça-feira, 1 de dezembro de 2015
#1 | 1 | 1999 | Aparição | Vergílio Ferreira
...
Fecho o álbum, acendo um cigarro. Para lá da janela atinjo a linha
azul do horizonte que se desvanece na tarde. Penso, penso. Não, não
penso: procuro. Outra vez, outra vez. Não, não quero «saber», sei já há
tanto tempo... Mas nenhum saber conserva a força que estala no que é
aparição. Porque o escrevo de novo? A verdade é que nada mais me
importa. E, todavia, um estranho absurdo me ameaça: quero saber, ter, e
uma aparição não se tem, porque não seria aparecer, seria estar, seria
petrificar-se. Queria que a evidência me ficasse fulminante, aguda, com a
sua sufocação, e aí, na angústia, eu criasse a minha vida, a
reformasse. Mas uma reforma, uma regulamentação é já do lado de fora.
Quem é fiel a uma certeza e a pode «ver» quando lhe apetece? A
fidelidade é então só teimosia ou cedência à parte convencional da
«nobreza de carácter», da «honradez». Não é isso, não é isso que eu
quero. Em que iluminação eu acredito quando falo em nome dela e a
imponho a Ana, aos outros? Falo de cor - a iluminação é então a minha
noite de secura. Por isso, quando ela volta, eu me abro à sua devassa, à
acidez da sua presença. Por isso eu recebo ainda agora e falo dela e me
aqueço e queimo ao seu lume. Não escrevo para ninguém, talvez, talvez: e
escreverei sequer para mim? O que me arrasta ao longo destas noites,
que, tal como esse outrora de que falo, se aquietam já em deserto, o que
me excita a escrever é o desejo de me esclarecer na posse disto que
conto, o desejo de perseguir o alarme que me violentou e ver-me através
dele e vê-lo de novo em mim, revelá-lo na própria posse, que é
recuperá-lo pela evidência da arte. Escrevo para ser, escrevo para
segurar nas minhas mãos inábeis o que fulgurou e morreu.
...
Esta foi a primeira das muitas obras que acabei por ler nestes anos.
Lembro-me bem da oferta que a minha irmã me deu já bem perto do natal e da recomendação que agora não tinha desculpa para não ter boa nota a português... Embora a boa nota a português não tivesse acontecido acabei por ganhar aqui um gosto pela leitura que não consegui explicar.
(é importante abrir o parênteses para explicar que até então era contra os livros, se calhar porque a minha mãe e a minha irmã devoravam livros...)
Embora o tenha lido em 1999, ainda hoje está em destaque na prateleira dos melhores livros e sem dúvida que esta narrativa apaixonada me apaixonou pela literatura. Com uma escrita simples e bastante descritiva encontrei uma nova paixão!
Esta foi a primeira das muitas obras que acabei por ler nestes anos.Lembro-me bem da oferta que a minha irmã me deu já bem perto do natal e da recomendação que agora não tinha desculpa para não ter boa nota a português... Embora a boa nota a português não tivesse acontecido acabei por ganhar aqui um gosto pela leitura que não consegui explicar.
(é importante abrir o parênteses para explicar que até então era contra os livros, se calhar porque a minha mãe e a minha irmã devoravam livros...)
Embora o tenha lido em 1999, ainda hoje está em destaque na prateleira dos melhores livros e sem dúvida que esta narrativa apaixonada me apaixonou pela literatura. Com uma escrita simples e bastante descritiva encontrei uma nova paixão!
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Primeiro um e depois outro...
Embora tarde, lá comecei, depois de alguma insistência. Primeiro um e depois outro e sempre sem parar até hoje.
Comecei pela América do Sul que desde sempre influenciou a minha forma de estar e segui pelo mundo sem nunca parar.
Já me levou a lugares que não tinha forma de ir sem ser pela leitura. Já conheci bons, maus e vilões... Já me perdi pelas terras do nunca e conheci amores eternos. Já vivi outras vidas e ler faz de mim assim...
Ficam as primeiras 250 partilhas!
Subscrever:
Comentários (Atom)
